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14/10/2021 08:22 Enfoque Business 

Pedágio: Impactos da concessão Itanorte-Jangada preocupam cidadãos e transportadores

 

A concessão do trecho de rodovias Itamarati-Jangada está gerando reclamações na região de Tangará da Serra. As principais polêmicas residem na localização das praças de pedágio – que já começaram a ser construídas – e o valor da tarifa, fixado em R$ 7,90.

Nas imediações da localidade de São Joaquim (Joaquim do Boche), a instalação de uma praça de pedágio está longe de cair no contentamento dos moradores das imediações.

Segundo apurado pelo Enfoque Business junto a moradores do distrito, o problema é que, pela localização do ponto de cobrança (foto topo), os moradores terão de passar pela praça ao se deslocarem para a zona urbana, o que representará o pagamento de duas tarifas (ida e volta) cada vez que houver um deslocamento. Ou seja, o valor a ser pago por cada vez que o morador de Joaquim do Boche precisar ir até a cidade será de R$ 15,80.

Custo e impacto

Laurini: “O pedágio vai refletir no Agro e vai ‘estourar’ no bolso do consumidor final (…) É pouco benefício para muito custo”.

O valor da tarifa também é motivo de descontentamento dos transportadores. Para o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Tangará da Serra e região, Edgar Laurini, haverá um grande impacto do pedágio nos custos ao usuário. “O pedágio vai refletir no Agro e vai ‘estourar’ no bolso do consumidor final (…) É pouco benefício para muito custo”, avaliou, acrescentando que “a classe empresarial também sentirá os impactos do pedágio e opina que as entidades do setor deveriam buscar uma revisão desta conjuntura com o governo.

 
Laurini observa, também, que as praças de pedágio estão sendo construídas “com uma velocidade fantástica, mas a qualidade da rodovia não acompanha essa rapidez”. Em contato com a redação do Enfoque Business, ele afirmou não ter conhecimento se haverá acostamento e uma terceira faixa em alguns pontos. “Não sabemos nada sobre isso. O governo não foi transparente e não nos mostrou (ao sindicato) o contrato da concessão”, disse.

Ainda sobre o quesito ‘transparência’, Laurini recorda que no início das discussões, nas primeiras audiências, a tarifa era para ser de R$ 2,70, mas agora será de 7,90. “Nos impuseram tudo isso goela abaixo, de caso pensado, então não se surpreenda que, num prazo bem curto, estaremos pagando tarifa de R$ 15,00 por eixo”, criticou.

Edgar Laurini disse, ainda, lamentar a inércia dos prefeitos da região dos municípios impactados pela concessão. “Acho que os prefeitos da região deveriam se preocupar mais com isso, mas estão de braços cruzados e não percebem os problemas que virão no futuro”, concluiu.


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