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Nova Olimpia (MT), 18 de outubro de 2019 - 04:31

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Curiosidades

24/09/2019 04:20

Uma em cada quatro mulheres confundem os sintomas do infarto

Relatos apontam que os sinais podem variar de pessoa para pessoa

Os sintomas de um infarto em mulheres podem ir além da clássica dor no peito que reflete para o braço, maxilar e estômago. Uma pesquisa feita com 2 mil mulheres, pela Universidade de Edimburgo, mostra que uma em cada 4 delas não conseguiu distinguir quando sofria um ataque cardíaco. Para essas mulheres, os sinais estariam ligados a um simples mal-estar, ou até mesmo gripe.

Marli Ortega, 63, conta que na hora do infarto não sabia se tratar de um ataque cardíaco e entendeu que havia sofrido uma parada do coração ao passar por consulta médica depois. “Senti muita dor no peito, e um formigamento no braço esquerdo e toda a parte esquerda do pescoço. Para mim, infarto era desmaiar e ser internado”. Já Marli Rosária Ferreira de Oliveira Souza, 64, disse que começou a sentir-se ao deitar para dormir. “Depois que eu havia me deitado, me deu muita vontade de ir ao banheiro e muita tosse, isso aconteceu por 3 vezes. Quando levantei pela terceira vez, começou a me dar dor no peito. Cheguei a desmaiar. Depois de algum tempo quando acordei no hospital, eu só lembro que falei para o médico que queria vomitar”. Para Maria Aparecida, 71, “a dor começou no meio do peito, especificamente na boca do estômago, não era forte, mas incomodava. De repente, essa dor começou a refletir nas costas. Fiquei preocupada e fui para o médico. No trajeto, a dor aumentou um pouco, mas ainda estava suportável. Enquanto aguardava atendimento, senti ‘algo correndo’ pelo lado direito do meu corpo”.

Segundo o cardiologista Dr. Jamil Neto, normalmente a dor pode ter alguma irradiação para o braço, para a perna, para a mandíbula. “Os sintomas característicos do infarto são basicamente dor no peito, que pode ser em aperto, queimação ou pontada”. Ele acrescenta ainda que a melhor prevenção do infarto é atividade física e controle da alimentação, beber bastante água, evitar gordura e realizar exames de rotina. “Os sintomas sempre variam, nunca são iguais de uma pessoa para a outra”, o cardiologista confirma o que foi dito nos relatos das mulheres. “Inclusive, os diabéticos, às vezes, podem nem sentir nada”.

*Esta reportagem foi produzida por estagiários do Curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

 
 

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