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Acontecimentos

03/12/2019 18:09 olivre.com.br

Coroinha denuncia padres por abuso sexual e diz que há outras vítimas

Os estupros e assédios sexuais teriam acontecido nas cidades de Rondonópolis (220 km de Cuiabá) e Alto Garças (360 km de Cuiabá)

 

Um padre de 33 anos está sendo acusado de abusar sexualmente de ao menos três coroinhas de sua paróquia. Os estupros e assédios sexuais teriam acontecido nas cidades de Rondonópolis (220 km de Cuiabá) e Alto Garças (360 km de Cuiabá).

Conforme o boletim de ocorrência, o caso veio à tona quando uma mulher foi até um padre pedir aconselhamento em relação ao seu filho. O sacerdote, no entanto, perguntou sobre o sobrinho dela, hoje com 17 anos, visto que ela havia cuidado dele por um tempo.

A pergunta motivou a mulher a procurar o sobrinho para conversar. O menino, então, contou à tia que, em setembro de 2015, antes de um acampamento, teve um relacionamento com um amigo de sala, que, assim como ele, tinha 13 anos.

Ele, porém, arrependeu-se e foi se confessar com um padre. Depois da confissão, o padre teria começado a se aproximar do adolescente e, com o passar do tempo, começado a pedir fotos dele, sem as roupas.

O adolescente enviou as fotos para o padre via WhatsApp e, conforme o boletim de ocorrência, não teria demorado muito para o padre começar a levá-lo ao shopping para comer e a lhe dar dinheiro – e o adolescente acredita que o padre estaria tentando “conquistá-lo”.

Pouco depois, o sacerdote teria levado o adolescente para a casa da avó dele, onde o garoto teve a primeira relação sexual, aos 13 anos. Eles passaram anos se encontrando, segundo o boletim de ocorrência registrado, até que no dia 29 de julho deste ano o adolescente disse ao padre que não queria mais se relacionar com ele.

A negativa, no entanto, não funcionou como o garoto esperava e, segundo ele, o padre o “obrigou a manter relação sexual com ele e ainda lhe deu R$ 50”.

Segundo o garoto, o padre chegou a mandar fotos para ele, tomando sorvete com uma garota.

O adolescente relatou, ainda, que o padre deu o número dele para outro sacerdote, com quem ele também se encontrou, quando tinha 15 anos, em frente ao salão paroquial de uma igreja de Rondonópolis. Esse outro padre também consta no boletim de ocorrência como “suspeito”.

A suposta vítima relatou ainda que em um episódio chegou a ter relação com o padre e mais um rapaz – que também é coroinha – ao mesmo tempo, e que o padre lhe contou já ter mantido relação com mais um coroinha, que teria ameaçado denunciá-lo, mas ganhou um celular para ficar em silêncio.

O padre com quem o adolescente teve mais relações foi transferido para Alto Garças (360 km de Cuiabá), mas, segundo o BO, continuou se encontrando com coroinhas, que ele teria passado a levar para a outra cidade.

Assim que soube de tudo, a tia da vítima procurou a diocese e relatou todo o ocorrido ao bispo. Em seguida, procurou a polícia e realizou a denúncia, entregando como prova uma conversa do padre com o sobrinho dela.

O caso foi registrado como estupro, estupro de vulnerável, aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de praticar ato libidinoso, favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de menor de 18 e maior de 14, e corromper ou facilitar a corrupção de menores utilizando-se de meios eletrônicos.


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