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Acontecimentos

13/07/2018 09:19

Mulher teve hemorragia após 'cirurgia barata' para remover excesso de barriga

O Plastica para Todos já é acusado de causar a morte de uma mulher em Cuiabá e, agora, outras duas estão em estado grave após procedimento duvidoso

Foram identificadas como M.J.O.U. e N.R.D.C. as pacientes internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs) nos hospitais São Mateus e Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá, após complicações referentes a cirurgias pelo programa Plástica para Todos, realizadas no Hospital Militar.

M.J.O.U. internada no Hospital São Matheus, foi submetida à cirurgia de abdominoplastia, no dia 07 de julho. Conforme a presidência do programa Plástica para Todos, ela sofreu sangramento de vasos e procurou o pronto-atendimento da unidade médica. O programa considera o problema como uma condição esperada para o tipo de cirurgia realizada.

Já N.R.D.C. passou por cirurgias de mastopexia com prótese, lipoescultura e abdominoplastia no dia 26 de junho. O Plástica para Todos não revelou quais as complicações sofridas por ela e informou apenas que foi uma intercorrência inerente a qualquer tipo de cirurgia, alegando que a paciente foi encaminhada e acompanhada pela equipe médica do programa e do Hospital Militar para melhor acompanhamento no Hospital Santa Casa. Ao , a direção da unidade hospitalar alega que não pode dar detalhes do caso e afirma que ela continua internada no local.

As internações das pacientes em UTIs vieram à tona a partir de denúncia feita pela Sociedade Mato-grossense de Anestesia (Soma) ao Ministério Púbico Estadual (MPE). A situação também é acompanhada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM).

De acordo com a Soma, as pacientes foram internadas – ambas em estado grave.

O Ministério Público deve abrir um inquérito para investigar a empresa responsável pelo programa.

A Soma ressaltou que a empresa atua de maneira ilegal, agindo como uma espécie de intermediadora na captação de clientes por meio de anúncio na redes sociais.   

A entidade detalha que depois que o serviço é vendido, a empresa contrata um médico de modo aleatório para fazer as cirurgias plásticas.

Outro lado

Por meio de nota, a presidência do programa Plástica para Todos alega que a Sociedade Matogrossense de Anestesiologia tenta deturpar os casos e age por interesse financeiro de mercado, já que o programa contratou uma equipe local de anestesistas.

Morte após cirurgia

Os casos chamam a atenção devido à morte da esteticista Daniele Bueno, em maio, que sofreu complicações após cirurgias pelo Plástica para Todos.

Ela foi internada em estado grave no Hospital Sotrauma, de Cuiabá, após fazer cirurgias de lipoescultura e mamoplastia no Hospital Militar, em Cuiabá, pelo programa Plástica Para Todos.

Daniele estava sofrendo uma hemorragia quando foi internada no Sotrauma. Em seguida, ela teve uma parada cardíaca e morreu.

No mês passado, a delegada Alana Cardoso - da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHHP) – afirmou que o laudo do Instituto de Médico Legal (IML) apontou conduta criminosa na morte de Daniele Bueno.

Com base nas informações do documento, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte da esteticista.   

Daniele pagou cerca de R$ 7 mil para realizar os dois procedimentos pelo programa Plástica para Todos

REPORTERMT


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